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Opinião

A Competitividade da Economia Portuguesa

Leia aqui o artigo de Pedro Ferraz da Costa, publicado no nº 21 da Revista Código 560, da GS1 Portugal.

 

“Nunca, como hoje, foi tão evidente que níveis elevados de emprego e de bem-estar dependem fundamentalmente da competitividade da economia poder assegurar novos empregos e melhorar os existentes, pela reorientação de empresas para a exportação e pela atracção de investimento directo estrangeiro.”

Entrevista de Pedro Ferraz da Costa à TSF, DN e JN

Leia aqui a entrevista do Presidente do Forum para a Competitividade à TSF, DN e JN, divulgada no passado no passado dia 22/06/2013.

Entrevista de Pedro Ferraz da Costa à ETV

Veja aqui a entrevista do Presidente do Forum para a Competitividade ao “Grande Jornal” da ETV, ontem, dia 17/06/2013.

Research Highlights: Melhorando a competitividade através de uma desvalorização fiscal: o caso de Portugal

Paper  da autoria de Francesco Franco, da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, sobre a hipótese de uma desvalorização fiscal (vulgo redução da TSU) como instrumento de recuperação da economia portuguesa, encomendado pelo Forum para a Competitividade e discutido entre os seus membros no segundo semestre de 2010.(carregar aqui para acesso ao documento original)

As prioridades do ajustamento

Um excelente artigo de Lorenzo Bini Smaghi (LBS), publicado ontem (05/03) no Financial Times, a propósito do caso Italiano, tem evidentes aplicações também ao caso Português.

Sem se referir, directamente, a Portugal LBS desmonta a estratégia seguida desde o início do processo de ajustamento e, designadamente, desde o pedido de resgate em Maio 2011.

Sublinha que a alteração do comportamento dos “Mercados” foi determinante na decisão dos Governos iniciarem um verdadeiro “ajustamento”. Ou seja, só à beira do precipício do incumprimento generalizado de obrigações internacionais e de compromisso internos (salários, pensões, facturas de serviços essenciais) é que esses Governos se decidiram a actuar.

Regista, ainda, que quando decidiram fazê-lo procuraram o caminho politicamente mais fácil – o do aumento de impostos – como forma de atacar o défice orçamental. Deixaram, assim, para mais tarde, o caminho (mais penoso) das reformas estruturais que constituem o segundo pilar de qualquer processo de ajustamento, o que teve (e tem) consequências nefastas ao nível do potencial de crescimento.

Foi o receio da confrontação com os lobbies políticos, sindicais e corporativos que determinou esta ordem perversa de prioridades. No caso Português, isso traduziu-se numa reforma laboral “descafeinada” (e tardia) sem relação com a dimensão exagerada da reacção sindical, reacção que se verificou, aliás, em ocasiões anteriores em que a legislação laboral foi “mexida”. Traduziu-se, também, numa reformazinha dos mercados de utilities, particularmente da energia e telecomunicações. Traduziu-se, ainda e principalmente, no adiamento de uma verdadeira reestruturação das Administrações Públicas (a tal dos 4 mil milhões).

Esta inversão de prioridades, o agravamento da carga fiscal e o falhanço da redução da TSU por contrapartida do aumento do IVA (que o Forum defendeu publicamente desde Junho 2010) provocaram uma recessão económica bem mais profunda do que previsto.

Os que agora apontam o dedo pelo agravamento do desemprego e da crise económica foram, contudo, os primeiros a contestar as reformas estruturais e são, porventura, mais responsáveis por aquele agravamento do que o próprio Governo. Porque não se calam?

 

Forum para a Competitividade

06/03/2013

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